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Posts Tagged ‘imprensa’

estatística olímpica

os vinte e hum mil e seiscentos jornalistas credenciados para os jogos de bejim bejim apresentam números impressionantes:

95 % não entende nada de esportes

1,50 % entende de futebol

0,25 % entende de futebol americano

0,25 % entende de beisebol

0,50 % entende de frescobol

0,50 % entende de e joga muito bem bocha

0,50 % entende de jiu-jitsu

0,50 % entende de fórmula hum

1,00 % fica o dia todo na internet acessando sites de putaria oriental

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Comentaristas esportivos confundem prognósticos com profecias. Antes de qualquer campeonato, dão seus palpites, eivados pela preferência clubística que todos têm e poucos revelam. São capazes de indicar o campeão, os dois times que brigarão com ele pela liderança e os rebaixados. E concordam entre si, o que é pior, pois entendem que quanto mais comentaristas cravarem os mesmos palpites, mais próximos estarão os mesmos de se tornar realidade.

Da frente da tevê, o telespectador fica a pensar: “puta que pariu, como esse cara entende de futebol!”, ou “puta que pariu, esse cara estudou a fundo todos os clubes do campeonato!”, ou “puta que pariu, como é bom ter esse cara como comentarista para moldar minha visão de mundo a partir do que ele diz!”.

A realidade é que os palpites são absolutamente FURADOS. Os comentaristas são grandes caloteiros e cada palpite que emitem equivale a um cheque sem fundos.

Se as profecias para o campeonato brasileiro se confirmassem, a esta altura a liderança estaria sendo disputada ferrenhamente por São Paulo, Palmeiras e Internacional. O Fluminense estaria perto dos líderes, ameaçando-os, e a zona de rebaixamento teria qualquer clube, menos Santos, o próprio Flu e a querida (pelos cronistas de SP) Portuguesa. “O resto pode cair”, é o que cochicham secretamente os comentaristas esportivos tendenciosos, prepotentes e arrogantes que conquistam audiência para as emissoras.

Grandes profetas sem barba, quem dentre eles preconizou uma disputa entre Grêmio, Cruzeiro e Vitória pelo título nacional? Que aproveitem para observar o futebol praticado fora do centro do universo, pois talvez ele seja mais competente e competitivo do que os nostradamus de araque gostariam.

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Caro André,

Sou leitor diário de seus textos e apreciador de suas opiniões. Considero-o um dos expoentes da nova geração de comentaristas esportivos, assim como PVC, Marcelo Barreto e outros poucos.

Entretanto, quando seus comentários têm como foco Ronaldinho Gaúcho, percebo certa satisfação de sua parte com a presente má fase do craque, o que às vezes compromete a qualidade dos comentários que emite acerca do jogador.

Se você, André, fosse comentarista nos anos 60, considerando sua intolerância atual com Ronaldinho, diria que Pelé, após a Copa de 66, não passava de uma fraude, após duas amareladas consecutivas em copas, como aconteceu de fato com o rei. Pelé foi coadjuvante na Suécia (até onde eu sei o melhor de 58 foi Didi), e depois da Copa da Inglaterra não era sequer convocado para a seleção (informação que tirei do blog do Tostão), tendo voltado a reinar às vésperas do mundial do México e, principalmente, nos jogos dessa Copa. Ou seja, o rei do futebol amargou duradoura má fase, o que não o impediu de brilhar novamente.

Como temos a mesma idade, acredito que você também tenha acompanhado o campeonato italiano pela TV Bandeirantes durante a adolescência, assim como eu, naquelas transmissões de Sílvios Luiz e Lancelotti, na segunda metade dos anos 80. Pois bem, se acompanhou, deverá lembrar que o grande Diego Maradona teve duas grandes temporada pelo Nápoli e nada mais. Às vezes o argentino amargava partidas inteiras sem encostar na bola, entregue à poderosa marcação que sofria. O argentino em sua primeira Copa, a de 82, fracassou solenemente e só pôde se recuperar quatro anos depois. Nem por isso Diego deixou de ser O MELHOR de seu tempo.

Todos passam por má fase. Até Zidane, que, como você já disse e eu assino embaixo, jogou mais que Ronaldinho Gaúcho.

Não podemos deixar de acreditar no dentuço. Vem de seus pés qualquer probabilidade de jogadas geniais, daquelas que enriquecem o esporte. Ronaldinho é quem pode nos oferecer o imponderável, ao contrário dos previsíveis Cristiano Ronaldo e Kaká, das correrias miúdas de Messi, ou de Robinho com seus dribles esporádicos, raramente fatais. São todos grandes, mas a gente sempre sabe para que lado eles vão. E nenhum ficará na história, ao contrário do Gaúcho, cujas jogadas já fazem parte da memória de qualquer um que o tenha visto jogar.

Não se trata de uma defesa indignada contra suas opiniões, amigo Rizek. Muito pelo contrário. Concordo com quase tudo o que você diz no blog e no Sportv, mas gostaria de vê-lo com menos ceticismo e má-vontade quando o assunto for Ronaldinho Gaúcho.

Abraços.

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FERNANDO CALAZANS
É do tipo saudosista. Não assiste a nenhum jogo, pois considera todos os times muito fracos, praticantes do futebol mal-jogado – estilo inaugurado quando Garrincha pendurou as chuteiras. Não suporta jogadas de gol que não envolvam dribles, assim como desdenha de jogadores com mais de 1,80m, os quais adjetiva como ‘brutamontes’.

RUY OSTERMAN
Retranqueiro convicto. Adepto da unificação das posições no futebol: todos devem ser volantes. Sua maior briga é pela abolição do gol. Sem gols, o futebol seria muito mais emocionante e as disputas muito mais acirradas. E ai de quem discordar dele!

TRAJANO
Sempre perde em discussões, mas ninguém ganha dele no grito. Alcança os mais altos decibéis da televisão mundial. Não tem opinião própria. Se Calazans disser que Zico é melhor que Maradona, Trajano criará um programa especial na ESPN para provar a tese – que afirmará ser sua.

MÜLLER
Após abandonar a carreira de pastor evangélico, o ex-jogador achou que poderia ser comentarista de futebol, e aderiu à profissão, apesar de ter dicção precária e posições que variam freneticamente. Sofre de dismnésia; raramente lembra de sua opinião no dia anterior.

SÉRGIO NORONHA
Ninguém sabe como ele arruma emprego. Costuma dormir durante seus comentários pois, aparentemente, nem ele agüenta suas opiniões. A cada aparição, deixa a impressão de que está recém chegando de uma cervejada com torresmo.

NETO
Seus comentários fazem bem para a auto-estima do espectador; quando ele fala, qualquer pessoa passa a se considerar uma intelectual.

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