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Posts Tagged ‘euro 2008’

A final da Euro 2008, ressalte-se, foi um bom jogo. Diferentemente das finais em geral, em que a tensão e o estresse impedem que as equipes realizem bons espetáculos, Espanha e Alemanha jogaram bom futebol.

No primeiro tempo, o jogo foi disputado. Se a seleção espanhola tinha um toque de bola mais refinado, os alemães tinham a imposição física, que lhes garantia vitória em algumas divididas. Com Ballack jogando meio que no sacrifício, faltava alguém que armasse jogadas com alguma qualidade para o time de Löw. Do lado ibérico, os homens de meio-campo estavam bem treinados, e o setor central garantia a supremacia técnica para o time de Aragonés.

Os ataques espanhóis tinham em Fernando Torres o matador a ser abastecido. Silva ligava o meio ao ataque, mas o brilhantismo de Villa visivelmente fazia falta. Fábregas entrou bem no time. Junto com Iniesta, fabricava lances de perigo, enquanto o brazuca Senna dava balões para aliviar o perigo. O gol de Torres saiu aos 32 do primeiro tempo, após passe de Iniesta. Com categoria, El Niño encobriu Lehmann e assinalou o gol do título.

A vantagem espanhola comprometeu o jogo da equipe germânica. Com Frings assumindo a armação, face à inoperância de Ballack, nada de importante aconteceria dali em diante. O segundo tempo começou com o domínio espanhol, que tinha em Xavi seu principal articulador. Com toques de primeira, a Espanha envolvia os oponentes e chegava com facilidade na frente.

Aos 15 do segundo tempo, a Alemanha cansou de assistir ao toque de bola adversário e partiu para cima. Explorando a ruindade de Puyol, as poucas chances alemãs surgiram, mas não a ponto de assustar. A Espanha teve chances de ampliar, mas não o fez, garantindo seu memorável título europeu com atuação brilhante. Os jogadores da Alemanha terminaram exauridos, de tanto correr atrás dos campeões.

A Fúria mereceu, e o estádio Ernst Happel, em Viena, foi palco de uma grande final.

Fernando Torres

Fernando Torres (Spain) (©Getty Images)

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Derrotar a sensação da Euro por arrasadores 3 a 0 foi a façanha que levou a seleção espanhola à final contra os alemães. O time de Aragonés derrotou a Rússia, de Guus Ridinck e do craque Arshavim, e poderá sagrar-se campeão europeu no domingo, se repetir as atuações que vem tendo e não baixar a cabeça diante do poderio germânico.

A Fúria tem algo que poucos têm no futebol atual: ATAQUE.

Sim, meu caro, um bom ataque vale ouro, além de garantir à torcida que seu time tem arsenal para agredir o oponente – algo que todas as torcidas do mundo prezam quando soltam os gogós em apoio às suas equipes. Quem tem Villa e Torres compondo a linha ofensiva, pode esperar destes avantes uma jornada gloriosa. Aos adversários restará o pânico – mas será que a grande Alemanha teme alguém?

A seleção de Joachim Löw mantém a mesma base da última Copa do Mundo. Schweinsteiger pode desequilibrar. Podolski é um dos melhores chutadores de longa distância do futebol mundial, além de produzir bons lances individuais pela esquerda. O meia Ballack (um Raí piorado), se jogar, deverá ser acompanhado de perto pelos marcadores espanhóis. Se ele não jogar, sobrarão mais volantes para acompanhar os antes citados atacantes alemães – as verdadeiras ameaças.

Cabe lembrar que a Alemanha suou sangue para eliminar o time B da Turquia na semifinal.

Um palpite? Alemanha.

Torcida? Pela Espanha, que não ganha nada há muito tempo e, principalmente, joga futebol mais qualificado, valendo-se mais da inspiração do que da transpiração.

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Arshavin, camisa 10 da seleção russa, conduziu seu time à vitória contra a Holanda, ajudando a Rússia a conquistar vaga para as semifinais da Eurocopa. Habilidoso, impetuoso e inteligente, perturbou durante toda partida a zaga holandesa, tendo assinalado o terceiro gol, além das assistências que vem realizando no torneio.

Aos 27 anos, o jogador do Zenit é o típico atacante que todo técnico gostaria de escalar. Nas mãos de Guus Hiddink, o holandês de longa estrada e muito conhecimento futebolístico, constitui-se no jogador com liberdade para infernizar marcadores e criar jogadas de gol.

Arshavin

Андрей Сергеевич Аршавин

A mesma liberdade que tem Robinho, pela seleção de Dunga. É verdade que Guus bota o treinador brasileiro no chinelo, mas é difícil imaginar, num jogo entre Brasil e Holanda, Robinho fazendo o que fez o russo Arshavin.

O problema é que não temos opções mais qualificadas para compor o ataque brasileiro, daí a titularidade incontestável do ex-santista. É sempre Robinho e mais um para a formação ofensiva – e ele não tem correspondido. Seus defensores (que acreditam estarem defendendo o “futebol-arte”) demonstram constrangimento a cada nova atuação medíocre de Robinho. Tem sido ridículo ouvir comentaristas advogando em defesa do quase-craque – eis uma causa inglória.

Sorte dos russos, pois se tivessem Robinho em sua seleção no lugar de Arshavin, a esta hora estariam retornando para sua terra, desclassificados da Euro.

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Euro 2008

Aguardo ansiosamente pelo pontapé inicial da Euro 2008 Áustria/Suíça, torneio que mobilizará o velho mundo na disputa pelo título que, por enquanto, pertence à Grécia.
São 16 seleções, divididas em 4 grupos. A tabela pode ser encontrada aqui .

Em relação a favoritos, as certezas se esvaem, como acontece em qualquer outra competição futebolística. Ainda assim, como este blog nunca se omite na hora de lançar prognósticos, eis os favoritos à Euro 2008:

A Grécia, atual campeã, entra como azarão, como sempre. Está no grupo D, assim como Espanha, Rússia e Suécia. Se tivesse que apostar, jogaria meus euros na Espanha e na Suécia, a primeira porque conta com alguns talentos individuais e a segunda pela supremacia física que, dentro deste grupo, poderá fazer alguma diferença. A Fúria já está careca de entrar em competições como uma das favoritas, pois sempre tem uma geração promissora e um técnico qualificado. Nunca acontece nada. Desta vez, ninguém menciona a equipe espanhola como candidata ao título, o que deverá se confirmar com a bola rolando. Sua sorte é que está num grupo fraco.

A seleção portuguesa, treinada pelo Felipão, é a favorita para liderar o grupo A, que ainda tem Suíça,
República Tcheca e Turquia. O craque do time, Cristiano Ronaldo, está em sua melhor fase, e deverá desequilibrar jogos, ao lado de Deco, em baixa, e do habilidoso Quaresma. A segunda vaga do grupo será da Turquia, com base na crescente evolução do futebol turco, cada vez mais competitivo. Apesar de jogar em casa, os suíços irão decepcionar, posicionando-se em último lugar.

Pelo grupo da morte, o grupo C, Holanda, Itália e França irão se degladiar na busca pelas 2 vagas, observadas de longe pela Romênia. Italianos e franceses já se encontraram nas eliminatórias da Euro. Finalistas da última Copa do Mundo, têm a preferência deste blogueiro. Holandeses e romenos também estiveram juntos nas eliminatórias, com a Holanda mostrando-se decadente e sem estrelas. A Romênia, desde que perdeu o meia Hagi, a long long time ago, nunca mais incomodou. Não tem camisa para superar seus adversários de grupo. A Azzurra jogará com a tradição. É sempre favorita, embora lhe faltem atacantes decisivos. Os Bleus depositam em Ribery as esperanças de um sucessor para o ídolo Zidane. Henry, mesmo em má fase, ainda é o melhor de todos os franceses em atividade.

O grupo mais sem graça é o C. Áustria, Croácia, Alemanha e Polônia compõem a chave. Aposto em alemães e austríacos, nesta ordem. Os primeiros, pelo bom papel realizado na última Copa do Mundo, onde revelaram bons jogadores e buscaram resgatar o estilo germânico de pelear, com garra e entusiasmo. Nas eliminatórias não foram tão bem, mas quando é pra valer, a Alemanha se supera. Já os austríacos têm a vantagem de jogar em casa, fator sempre relevante em disputas internacionais, apesar do futebol débil que sempre caracterizou as seleções montadas na Áustria.

Mais adiante, publicarei meus palpites para as fases subseqüentes da Euro 2008.

Stade de Suisse Wankdorf

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