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Posts Tagged ‘dunga’

É hora das críticas ácidas aos jogadores. Um está muito gordo, outro está muito magro, um tem cabelo feio, outro é jogador só de clube, e por aí vai. Tenho medo de que Dunga fique no cargo – criticar atletas permite esta conclusão.

Parafraseando a torcida do Flamengo, Dunga fora é obrigação! Fico me perguntando qual orientação ele dá aos jogadores para que se mexam daquela forma subjetiva e improdutiva quando pisam o tapete, e a resposta é: NENHUMA. Diego e Ronaldinho não jogam tão mal assim. São criativos e podem render muito mais.

Exigir muito de jogadores sem que haja um treinador legítimo para lhes dar ordens é fechar os olhos para o ululante. Jogador brasileiro não pensa por si só, precisa ser (bem) orientado para fazer (bem) seu trabalho.

Além do mais, se não fossem aqueles que tomaram o passeio da Argentina na manhã de hoje, QUEM estaria NA China vestindo a camisa amarela?

Dunga fez o que pôde, mas se quisermos um futuro promissor para a seleção, temos que tirá-lo com urgência do cargo que hoje ocupa.

DUNGA FORA É OBRIGAÇÃO.

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A primeira pessoa que ouvi exaltar o “fazer a bola correr” em detrimento do “correr com a bola no pé” foi Carlos Alberto Parreira, no início do anos 90. Começava ali um inexplicável culto ao futebol holandês, e Parreira, embora não tenha sido o criador deste estilo de jogo, formou um populoso rebanho de seguidores.

Parreira ganhou uma Copa pregando o futebol de toque, mas sem as jogadas individuais de Romário e Bebeto nada teria acontecido em 1994.

Então, quando vejo um jogo da sele-Dunga sob os comentários de Falcão (o comentarista favorito de 9 entre 10 espectadores da rede Globo), percebo que o estilo está consagrado entre os que dão as ordens no futebol brasileiro. Dunga manda o time tocar a bola e Falcão o apóia.

Meu amigo,

se existe a ESCOLA BRASILEIRA, assim como existem as escolas ARGENTINA, ITALIANA, ALEMÃ ou HOLANDESA, ela é fundamentada na condução da bola acompanhada, eventualmente, do drible. E foi assim que o futebol brasileiro conquistou seu espaço no cenário global.

Orientar jogadores brasileiros a fazer a bola correr é o mesmo que orientar italianos a partir para cima dos adversários a dribles. Ou mandar que alemães deixem de realizar jogadas de bola aérea, dando prioridade à infiltração com a bola no chão. É violentar o estilo de jogo que é inerente ao futebol brasileiro.

E eis que Parreira montou um belo meio de campo: Zé Roberto, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, autênticos mestres na arte de correr com a bola no pé. Mas ordenou que a bola corresse, obtendo como resultado aquele jogo medonho e fadado ao retumbante fracasso que a seleção de 2006 atingiu na Copa da Alemanha.

Era o momento de aposentarmos o estilo de futebol praticado com perfeição na Holanda. Mas não o fizemos.

Portanto, isolado leitor, preguemos a volta da condução de bola, porque é só isso que nós, brasileiros de raras virtudes olímpicas, sabemos fazer.

Ainda bem que Maradona, em 1986, não ouviu de Carlos Bilardo a mesma orientação que a muitos craques foi dada por Parreira e seu medíocre súdito que atende pela alcunha de Dunga.

Maradona destrói a Inglaterra numa ode à condução de bola

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Abortei a sonolenta missão de assistir ao primeiro jogo do time de Dunga na Olimpíada ainda aos 15 do primeiro tempo. Muito melhor é voltar ao sono, pensei ao me deparar com o toque de bola da seleção. Sem objetividade, o jogo brasileiro garantiu ao espetáculo tanta emoção quanto uma corrida de cágados.

Fechei os olhos com a tevê ligada, na esperança de que algum berro do Galvão Bueno despertasse meu interesse pela partida. Como nada aconteceu, só acordei pra valer aos 30 do segundo tempo, e pude ver o gol de Hernanes, em jogada pessoal(íssima) de grande valor. Segundo as testemunhas que entrevistei na manhã de hoje, este foi um único instante de razoável emoção, num jogo que ainda teve 2 expulsões a desfalcar o adversário.

Pelo rádio escutei parte da entrevista de Dunga, que culpou a grama e o calor pelo desempenho apático de sua equipe. Satisfizeram-se todos com o resultado; 1 a 0 em estréia garante, segundo os entrevistados que participaram da peleja, tranqüilidade para que o trabalho tenha a continuidade que todos desejam.

Tranqüilidade é importante, não resta dúvida. Trabalho também. Quem desprezaria um bom tempo de trabalho para treinar o entrosamento dos moços? Nenhum técnico em sã consciência.

A questão é: a qualidade do trabalho não é mais relevante que tempo e tranqüilidade? Dunga, com todo tempo do mundo e com seus convocados gozando da máxima paz admissível, faria alguma coisa tendo em mãos um bom grupo de boleiros?

Bernardinho treina seus jogadores de vôlei com método, dispondo de tempo e estrutura, mas abusando da tirania que lhe pertence. Os resultados aparecem, então a tirania não é contestada. Nessas condições, muitos treinadores brasileiros de futebol fariam bons trabalhos, como Luxemburgo, Moricy, Mano, Abel, etc. Esse, todavia, não parece ser o caso de Dunga.

Falta-lhe talento para exercer a profissão. Acontece com muita gente, nas mais diversas áreas; nem todo mundo consegue atingir o nível de excelência que pretende quando se entrega a um trabalho. Dunga deve estar convivendo com esta realidade. Ele deve perceber que a seleção brasileira não joga bem e que o problema não é falta de jogadores, afinal não estamos no Sri Lanka. Então a culpa é dele, DUNGA. Até ele sabe disso – embora não demonstre.

Restam a Dunga 2 opções: 1. abandonar a carreira de treinador e ser feliz fazendo outra coisa – ou fazendo nada.  2. insitir na profissão, mas preparar um longo catálogo de desculpas para justificar os fracassos que fatalmente terá que explicar.

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Nosso exército de honrados está, finalmente, convocado. Nossos 18 guerreiros partirão rumo à glória de Pequim, e o primeiro passo foi dado neste histórico 07 de julho de 2008, após a conclamação dos heróis que nos representarão nas batalhas inesquecíveis que vêm pela frente: os JOGOS OLÍMPICOS.

Os deuses do esporte nos aguardam com respeito e ansiedade. Marcharemos com dignidade, esquecendo as vaidades que povoam as mentes dos ordinários.

Seguem os nomes selecionados pelo onipresente DUNGA:

Diego Alves (Almeria) – GOLEIRO QUE EU NUNCA VI MAIS GORDO
Renan (Internacional) – GOLEIRO QUE DEU UM COICE EM RODRIGO MENDES
Alex Silva (São Paulo) – ZAGUEIRO QUE TROCA EMPURRÕES COM COMPANHEIROS EM PLENO JOGO
Breno (Bayern Munique) – ZAGUEIRO RESERVA
Thiago Silva (Fluminense) – ZAGUEIRO QUE NÃO JOGA NADA HÁ TEMPOS
Ilsinho (Shakhtar Donestsk) – LATERAL DIREITO QUE SUMIU DO MAPA
Rafinha (Schalke 04) – LATERAL DIREITO QUE, DIZEM, ESTÁ JOGANDO BEM
Marcelo (Real Madrid) – LATERAL ESQUERDO (MUITO) RESERVA
Ânderson (Manchester United) – MEIA QUE FOGE À REGRA ESTABELECIDA POR DUNGA: SABE JOGAR
Diego (Werder Bremen) – MEIA QUE JOGA MUITO NO SEU TIME E NADA NA SELEÇÃO
Hernanes (São Paulo) – VOLANTE QUE SE ACHA O MELHOR DO MUNDO
Lucas (Liverpool) – VOLANTE QUE SEMPRE TOMA ESPORRO DO GERARD
Ronaldinho Gaúcho (Barcelona) – MEIA-ATACANTE QUE PLEITEIA O TÍTULO DE GORDO DO MOMENTO
Thiago Neves (Fluminense) – MEIA QUE TEM O CABELO MAIS BREGA DO FUTEBOL BRASILEIRO
Alexandre Pato (AC Milan) – ATACANTE QUE PROMETE SER BOM, MAS ATÉ AGORA NINGUÉM VIU JOGAR
(Manchester City) – ATACANTE QUE FAZ (MUITO BEM, POR SINAL) O TIPO MANGOLÃO
Rafael Sóbis (Bétis de Sevilha) – ATACANTE RESERVA QUE TEM UNS 35 MIN. DE BOM FUTEBOL NA CARREIRA
Robinho (Real Madrid) – ATACANTE TRI-ATLETA: PEDALA, CORRE E NADA (é velha, mas define com perfeição o jogador)

Eis Dunga, um Alexandre dos tempos modernos, um general de feitos memoráveis – dos quais nenhum ainda pôde ser contemplado. Acreditamos em ti, nobre representante da excelência futebolística, embora tuas demonstrações de estupidez teimem em predominar.

E Jô? Será ele um predestinado? Ao contrariar a unanimidade (de que não deveria ter sido convocado), escreverá sua monossílaba alcunha na história dos heróis brasileiros, desconcertando os adversários e, sobretudo, os críticos – a totalidade dos que emitem opinião e já o viram jogar.

Enfim, o primeiro capítulo de uma jornada gloriosa está escrito. Que venham os italianos, argentinos, nigerianos… We have bananas para vocês!!

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Falar mal da seleção brasileira virou lugar comum. Clichê. E como patriotismo nunca foi nosso forte, quando nem nosso selecionado nos dá orgulho, os chingamentos retumbantes que a torcida mineira vociferou fazem todo sentido. O ‘adeus, Dunga’ recebeu acompanhamento nos 4 cantos do país, e simboliza o sentimento que vem afastando a torcida brasileira de seu segundo vício (o primeiro, pois, é o clube do coração): a SELEÇÃO.

E se formos mais longe, gritaremos ‘adeus, Ricardo Teixeira’, ou até ‘adeus, CBF’. Mas como câncer não tem cura, restrinjamo-nos ao campo de jogo, a quem põe a cara a tapas e se expõe a vaias, coisas que o presidente da CBF nunca faz. Concentremos nossa insatisfação nos eventos e pessoas de ontem à noite.

No 0x0 de Brasil e Argentina, mais uma aula de incompetência. Mais uma demonstração de que o futebol verde-amarelo está chafurdando na pobreza tática, enquanto faltam os talentos individuais que a contornem.

As decisões de Dunga incomodam. Suas certezas são perturbadoras. Se o início do trabalho estava permeado por novidades e boas perspectivas, dois anos depois não há quase nada de positivo que possamos salientar. Antes, Elano e Daniel Carvalho eram titulares absolutos – uma certa extravagância do treinador, devo dizer, mas não é este o ponto. Tratava-se da convicção de Dunga e Jorginho, encarregados de renovar o quadro de postulantes a craques, que os mencionados boleiros mereciam as vagas entre os selecionados. Hoje, momento em que o trabalho deveria estar em vias de maturação, Elano não é relacionado nem para o banco de reservas, enquanto Daniel Carvalho não é lembrado há um bom tempo nas convocações. Os dois seriam boas soluções para a coadjuvância.

A pergunta é: qual o legado de Dunga? Se um novo técnico assumisse hoje a seleção, o que poderia aproveitar das realizações de seu antecessor?

Se há algo de bom a ser destacado neste momento, é o surgimento de um novo titular: Ânderson. Une-se a Júlio César, Lúcio e Juan, pois as outras posições até hoje não têm donos.

Outra questão que se impõe: será que chegou nossa vez de não disputar uma Copa?

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Dunga, enquanto jogador, notabilizou-se como o ‘capitão do tetra’, devido ao título mundial de 94. Lá se vão 18 anos em que muita coisa aconteceu, no âmbito das elaborações táticas futebolísticas.

Os conceitos implementados por Parreira naquela Copa, já devidamente sepultados pela evolução do esporte bretão, voltam a ser colocados em prática na seleção brasileira, desta vez por seu emblemático capitão, o atual técnico Dunga.

Não dá para entender quais idéias emanam da sabedoria de Dunga, haja visto que o técnico jamais foi experimentado na função que desempenha à frente da seleção. Não sabemos qual esquema de jogo ele tenta aplicar, mas em muito se assemelha ao de Parreira em 94 – salvo pelo fato de não termos mais Bebeto e Romário para salvar a pátria. Aquele 4-4-2, com 3 volantes de rara inspiração construtiva, funcionou porque a dupla de ataque tinha inequívoca inclinação para a realização de proezas ofensivas.

Dunga deveria assistir pela tevê a jogos da Holanda, de Van Basten, ou do Manchester United, de Fergusson (estaria, assim, fazendo uso do recurso eletrônico para se modernizar enquanto profissional do futebol, algo com que seus antecessores de outras eras jamais puderam contar). Perceberia que é possível montar times sem a preponderante tendência a ficar atrás. Tendência resultante de uma vocação, inerente à escalação concretizada por Dunga. Em outras palavras, como esperar alguma articulação tendo um meio de campo composto pelos jogadores escalados como titulares?

O resultado de 2×0 foi maior do que o esforço e o talento paraguaios, o que só denigre o esquema pseudo-defensivo da seleção brasileira. Com 3 volantes, é inadmissível levar gol do Paraguai. E levamos dois!

Paraguaios lideram as eliminatórias para a copa da África, enquanto brasileiros e argentinos marcam passo, cedendo espaço para os menos cotados.

É de se temer pelo futuro do time de Dunga. Lembremos que nosso principal atacante no momento, pedala-Robinho, é reserva em seu time, sendo cotado para servir de contrapeso em negociações, e não lembro de nada parecido em termos de seleção brasileira. Pelo contrário. Nossos atacantes sempre tiveram a unanimidade do mundo da bola, e, por causa da inegável qualidade que sempre os caracterizou, resolveram nossas paradas contra tudo e contra todos.

Conclui-se que, além de não termos técnico, também não temos o ataque dos sonhos. Assim sendo, covardemente pergunto: quem poderá nos salvar do fiasco?

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Dunga, o tosco

Quando o time de Dunga está em campo, a única coisa que se pode perceber é que o treinador brasileiro não tem o conhecimento tático necessário para estruturar uma equipe de futebol. OK, todos sabem que treinar a seleção é conviver com a impossibilidade de se trabalhar com um grupo fixo por longo período, o que dificulta a aplicação de uma mecânica de jogo. Mas isso não é exclusividade da seleção brasileira. Todos os técnicos de seleções passam pela mesma dificuldade e, ganhando ou perdendo, sempre se percebe uma estratégia, algumas jogadas ensaiadas e o claro posicionamento dos jogadores.

Ao mesmo tempo, pergunto, qual técnico dispõe da diversidade de jogadores que Dunga tem em mãos? Basta citar um que sequer é convocado, mas que brilha nos gramados italianos: Mancini. Poderia ser titular na maioria das seleções que disputam a Eurocopa, mas por aqui não é lembrado. O lateral reserva da seleção, Daniel Alves, vem sendo disputado por grandes clubes europeus, e sua transação alcançará cifras milionárias. Quando penso nisto, lembro que a Argentina ainda escala o velho Zanneti como titular, e como reserva, o velho Ibarra – renovação zero.

Ainda assim, Dunga enfrenta agrura para transformar o amontoado de boleiros em um time. Além disso, suas convocações são presas a convicções altamente discutíveis. Entende o treinador que, por exemplo, Júlio Baptista tem cadeira cativa na seleção, haja visto que o mesmo foi destaque (na cabeça de Dunga, é bom ressaltar) na última Copa América. Insiste com volantes ultrapassados, como Gilberto Silva e Mineiro, seguindo na contra-mão das tendências; hoje em dia, os jogadores da cabeça da área são responsáveis pela ida de um time à frente, devendo dominar a técnica do passe. Citemos Pirlo como exemplo. Ou Cambiasso. Ou Maniche, jogadores que, na última Copa, desequilibraram jogos com articulação exemplar.

Bons técnicos seriam capazes de montar mais de 10 times competitivos utilizando jogadores brasileiros – foi o que disse Bora Milutinovic, durante a Copa de 1994. Mesmo sem os grandes craques poderíamos ter uma bela equipe, que, uma vez treinada por alguém de competência, seria a principal candidata a qualquer título de relevância internacional.

No país onde os jogadores são desprovidos de cultura tática, o ideal é ter um treinador que possa imputar neles estratégias de jogo, sem perder de vista as características da escola brasileira de futebol. Não dependemos de Ronaldinho, Kaká e Robinho, precisamos com urgência de um TÉCNICO, algo que Dunga até pode vir a ser, desde que passe por clubes e enfrente campanhas para mostrar resultados e provar que pode dirigir uma seleção brasileira.

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