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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Dunga, quem diria, vai à Copa. Espanto. Abalo. Susto. Choque.
Como se não bastasse, treina o time a ser batido no momento, ou seja, sua ida à Copa da África não é obra do acaso. Escala Gilberto Silva e Elano e vê seu meio de campo dominar solidamente a Argentina, (outrora) poderosa Argentina, assim como já o tinha feito diante de adversários tradicionais e perigosos, como Espanha e Itália. Só por isso Dunga já merece respeito, ou não? Afinal, quem tem peito para escalar no mesmo time Gilberto Silva e Elano? Quem tira do time o prodígio Ramíres sem dar a menor satisfação para ninguém?
Outras seleções do mundo pagariam milhões para convocar Ânderson, Diego, Fábio Aurélio, Denílson (Arsenal)… Dunga nem lembra que eles existem, e ainda deixa Daniel Alves, considerado na Europa o melhor lateral do mundo, no esquecimento da reserva, servindo como mera opção para o meio quando um titular cansa.
Convoca Júlio Baptista e Josué, e como não respeitar um técnico que chama para seu time esses dois? Pois Dunga QUER tê-los a seu lado, contrariando a lógica. Uma excrescência cerebral.
Dunga bancou um monte de jogadores meia-boca em nome da coletividade, um conceito muito presente em sua cabeça desde os tempos de “jogador”, mas confesso que só vou dar o braço a torcer quando ele desistir de Robinho. O reserva do Manchester City é o mais improdutivo entre os selecionados, mas conta com a inexplicável simpatia do treinador. Robinho é objeto de teimosia, pura e simples. OK, dá pra convocá-lo, afinal não temos uma safra de atacantes tão boa a ponto de podermos desprezar Robinho, mas a titularidade absoluta é uma demasia, uma extravagância de Dunga. Não precisava.
O quê? Dunga vai à Copa?
Vai.
Classificado com três rodadas de antecipação, campeão da Copa das Confederações, campeão da Copa América. Eis Dunga, contestado, idiotizado, crucificado, atrofiado, zangado, e favorito a vencer na África do Sul.

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Temos aqui um fato peculiar: o número cada vez maior de amantes do futebol que ignoram a seleção brasileira (os mais radicais chegam a torcer contra), alegando, entre outros, falta de identidade com o time canarinho.
Por absoluta ignorância, não tenho conhecimento de fato parecido em outros países, mas aposto minhas pelotas que tal fenômeno não se repete com tamanha eloquência em outras terras. Pelo contrário. Torcedores parecem fiéis às seleções de seus países, a julgar pela lotação esgotada nos estádios em dias de jogos de eliminatórias, ou até em amistosos internacionais.
O que esperar da seleção brasileira.
Eu, que tenho minha primeira memória no futebol advinda da copa de 82, na derrota para a Itália, espero ver dribles, futebol espetacular e muitos gols – embora saiba que isto não exista nem em videogame. E é algo que nenhuma outra equipe me faz crer exequível. Daí a frustração; se minha expectativa é por uma cerveza Norteña gelada, decepcionado ficarei se me servirem uma Nova Schin quente. 2006 é o caso célebre, mas como já foi esgotado, deixá-lo-ei de canto, até para poupar o solitário e desafortunado leitor que, persistente, ainda não mudou de site.
Quando meu time (clube) está em campo, quero vê-lo triunfar, e pouco me importa a qualidade de seu futebol – quanto mais destemida for sua performance, melhor. Aceito de bom grado uma vitória de meio a zero, com gol impedido aos 47 do segundo (acho que Lazaroni inventou esta definição, antes de perder a Copa de 90, quando ainda deixavam-no falar ao microfone), com aquele futebol feio, que cariocas e colorados tanto desprezam.
Quando me ponho a acompanhar uma partida entre 2 equipes pelas quais não nutro simpatia, espero jogo-bem-jogado, com chances de gol, nervos à flor da cútis, velocidade… enfim: aquilo que todo mundo espera de um bom jogo de futebol e nem sempre acontece.
Mas quando a seleção brasileira está em campo, eu quero mais. Não me contento com uma vitória suada contra adversário inferior, conquistada graças ao esforço de um ou dois jogadores que se salvam num contexto de ruindade generalizada. E como essa situação é bastante frequente, muitas vezes me volto contra a seleção do país que tem Sarney e Collor no Senado, afinal, se somos tão superiores, se formamos tantos craques, por que é tão difícil escalar 11 e montar um time de qualidade e, acima de tudo, com hombridade?
A história recente da seleção mostra que somos mestres em escalar equipes de traficantes/usuários de drogas e fanáticos religiosos. E o que dizer dos cortes de cabelo? O estilo capilar de nossos viciados, digo, de nossos craques de seleção é de causar inveja, além de ser difusor de tendências estéticas entre a juventude.
Acredito que muita gente se identifique com o perfil de tipos como Adriano e Robinho, mas o repúdio é notório.
Se não é possível jogar um futebol vistoso, por que então não nos livramos dos maus elementos, que invariavelmente fracassam na tentativa de reviver a tradição do futebol brasileiro, e montamos uma seleção de jogadores aptos a praticar futebol com garra, técnica e aplicação tática? É claro que precisaríamos de um técnico para impor uma nova visão, menos contaminada e mais pragmática, sem CBF e patrocinadores interferindo na escalação da equipe, sem tanta gente interessada na valorização desse ou daquele jogador.
Quero poder torcer pelo Brasil tanto quanto um uruguaio vibra com sua Celeste.

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müller falou, tá falado

se o robinho dominasse a bola, fazeria o gol com toda certeza.

– müller

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Casa cheia. Domingo de sol e temperatura amena. É a final de um campeonato marcado pelo equilíbrio. Neste jogo, os técnicos escalam pontas abertos pelos flancos, o que tem causado revolta e transtorno entre o pessoal da imprensa. Das cabines ecoam as críticas aos homens que respondem pelas escalações e treinamentos dos fabulosos finalistas. O campeão será conhecido em 90 minutos – é a única certeza que todos têm (mais…)

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frase do dia (de ontem)

marcão – zagueiro do s.c. internacional:

“o grenal é um divisores de água”.

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novo membro

O Futebol & Vinho Tinto apresenta orgulhosamente o mais novo colaborador da casa, o Sr. Júlio, que assinará seus posts como JCLICO.

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a estréia

em meu primeiro post, declaro que estou aqui para melhorar este blog com meus conhecimentos, minha sabedoria e minha modéstia.

enquanto penso num assunto para marcar minha estréia no universo dos blog’s, deixo uma sugestão de leitura. é o primeiro livro que li cujo tema é futebol, assim como o blog.

MEMORIA SOCIAL DOS ESPORTES, V.2
FUTEBOL E POLITICA – A CONSTRUÇAO DE UMA IDENTIDADE

infelizmente eu nunca achei o volume 1… se alguém quiser me emprestar eu aceito!!

por enquanto é isso.

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