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Archive for the ‘futebol internacional’ Category

Na batalha para saber quem tinha a pior defesa – dez gols em dois jogos finais é algo raro -, a Liga Deportiva Universitaria do Equador sagrou-se campeã da América, pela primeira vez na história.

O Maracanã estava tomado por uma torcida confiante, um espetáculo digno. Defendendo uma vantagem de 2 gols, a LDU marcou no início do jogo, obrigando o Fluminense a buscar 3 tentos para igualar o escore total. O empate logo em seguida motivou os tricolores, e a virada não demorou a acontecer. Thiago Neves, inspirado, ainda acertou uma bela cobrança de falta, tendo sido o autor dos 3 gols brasileiros. Mas o tricolor não foi adiante.

maracanãMaracanã – © http://ultimosegundo.ig.com.br

Um obelisco chamado Washington teve mais uma participação pífia no ataque do time de Renato Portaluppi. Resumiu-se a reclamar – errou gol feito no início da partida. O ímpeto do lateral Jr. César aterrorizou a marcação equatoriana, mas seus lances não surtiram os resultados desejados. Pela direita, Gabriel parecia travado, e foram poucas suas investidas com eficiência pela ponta. Enquanto isso, a zaga tricolor batia cabeça, causando instantes de pânico na torcida, que fechava os olhos e silenciava seus cânticos a cada posse de bola do oponente.

O árbitro deu um show a parte. Héctor Baldassi, da Argentina, prejudicou ambas as equipes, além de ter demonstrado não ter pulso para controlar pelejas catimbadas e nervosas, como esta. Catastrófico.

Na prorrogação, quase nada aconteceu até os últimos 3 minutos, quando houve um gol legítimo da LDU anulado por marcação equivocada do bandeirinha e uma arrancada de Joffre Guerrón, que chutou para frente e chegou na bola antes de qualquer um. Este lance gerou a expulsão de Luiz Alberto, que obrigou-se a derrubar o gigante antes que ele invadisse a cidadela de Fernando Henrique com bola e tudo.

Vieram os pênaltis, e a incopetência predominou, exceto a do fraco arqueiro Cevallos, da Liga. Com 3 defesas em cobranças mal feitas, o goleiro garantiu a conquista sul-americana para sua brava equipe.

© http://www.lahora.com.ec

LDU CAMPEÃ DA AMÉRICA!



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A final da Euro 2008, ressalte-se, foi um bom jogo. Diferentemente das finais em geral, em que a tensão e o estresse impedem que as equipes realizem bons espetáculos, Espanha e Alemanha jogaram bom futebol.

No primeiro tempo, o jogo foi disputado. Se a seleção espanhola tinha um toque de bola mais refinado, os alemães tinham a imposição física, que lhes garantia vitória em algumas divididas. Com Ballack jogando meio que no sacrifício, faltava alguém que armasse jogadas com alguma qualidade para o time de Löw. Do lado ibérico, os homens de meio-campo estavam bem treinados, e o setor central garantia a supremacia técnica para o time de Aragonés.

Os ataques espanhóis tinham em Fernando Torres o matador a ser abastecido. Silva ligava o meio ao ataque, mas o brilhantismo de Villa visivelmente fazia falta. Fábregas entrou bem no time. Junto com Iniesta, fabricava lances de perigo, enquanto o brazuca Senna dava balões para aliviar o perigo. O gol de Torres saiu aos 32 do primeiro tempo, após passe de Iniesta. Com categoria, El Niño encobriu Lehmann e assinalou o gol do título.

A vantagem espanhola comprometeu o jogo da equipe germânica. Com Frings assumindo a armação, face à inoperância de Ballack, nada de importante aconteceria dali em diante. O segundo tempo começou com o domínio espanhol, que tinha em Xavi seu principal articulador. Com toques de primeira, a Espanha envolvia os oponentes e chegava com facilidade na frente.

Aos 15 do segundo tempo, a Alemanha cansou de assistir ao toque de bola adversário e partiu para cima. Explorando a ruindade de Puyol, as poucas chances alemãs surgiram, mas não a ponto de assustar. A Espanha teve chances de ampliar, mas não o fez, garantindo seu memorável título europeu com atuação brilhante. Os jogadores da Alemanha terminaram exauridos, de tanto correr atrás dos campeões.

A Fúria mereceu, e o estádio Ernst Happel, em Viena, foi palco de uma grande final.

Fernando Torres

Fernando Torres (Spain) (©Getty Images)

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Derrotar a sensação da Euro por arrasadores 3 a 0 foi a façanha que levou a seleção espanhola à final contra os alemães. O time de Aragonés derrotou a Rússia, de Guus Ridinck e do craque Arshavim, e poderá sagrar-se campeão europeu no domingo, se repetir as atuações que vem tendo e não baixar a cabeça diante do poderio germânico.

A Fúria tem algo que poucos têm no futebol atual: ATAQUE.

Sim, meu caro, um bom ataque vale ouro, além de garantir à torcida que seu time tem arsenal para agredir o oponente – algo que todas as torcidas do mundo prezam quando soltam os gogós em apoio às suas equipes. Quem tem Villa e Torres compondo a linha ofensiva, pode esperar destes avantes uma jornada gloriosa. Aos adversários restará o pânico – mas será que a grande Alemanha teme alguém?

A seleção de Joachim Löw mantém a mesma base da última Copa do Mundo. Schweinsteiger pode desequilibrar. Podolski é um dos melhores chutadores de longa distância do futebol mundial, além de produzir bons lances individuais pela esquerda. O meia Ballack (um Raí piorado), se jogar, deverá ser acompanhado de perto pelos marcadores espanhóis. Se ele não jogar, sobrarão mais volantes para acompanhar os antes citados atacantes alemães – as verdadeiras ameaças.

Cabe lembrar que a Alemanha suou sangue para eliminar o time B da Turquia na semifinal.

Um palpite? Alemanha.

Torcida? Pela Espanha, que não ganha nada há muito tempo e, principalmente, joga futebol mais qualificado, valendo-se mais da inspiração do que da transpiração.

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Foi um jogo que nem de longe honrou a tradição da Libertadores. As grandes batalhas deram lugar a um joguinho pobre, onde uma equipe entrou pra ganhar de 1 a 0 e acabou empilhando 4 gols, enquanto a outra se esforçou para perder de pouco e acabou goleada.

LDU 4×2 Fluminense.

Esse Fluminense me racha a cara. Quer ser campeão da América e entra em campo daquele jeito frouxo, passivo… Foi pior do que apanhar para todo mundo no brasileirão. Tomar 4 gols em 45 minutos numa final é embaraçoso, e o time da LDU errava passes como quem erra a pronúncia de Waffles.

Washington protagonizou lances patéticos, mostrando eloqüente falta de intimidade com a pelota. A zaga tricolor bateu cabeça. Os equatorianos não esperavam tantas facilidades, considerando a pouca capacidade ofensiva que lhes caracteriza.

O gol de Thiago Neves no segundo tempo suavizou o vexame e recolocou o tricolor na briga, mas o que fará o Fluminense conquistar o título será uma nova postura frente a um desafio que demanda muito mais do que o apresentado ontem. Em finais de Libertadores, pouco importam as firulas. A história mostra que os campeões foram campeões porque não pedalaram, não foram subjetivos, não se conformaram com sua mera presença na final. Tiveram cojones.

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Arshavin, camisa 10 da seleção russa, conduziu seu time à vitória contra a Holanda, ajudando a Rússia a conquistar vaga para as semifinais da Eurocopa. Habilidoso, impetuoso e inteligente, perturbou durante toda partida a zaga holandesa, tendo assinalado o terceiro gol, além das assistências que vem realizando no torneio.

Aos 27 anos, o jogador do Zenit é o típico atacante que todo técnico gostaria de escalar. Nas mãos de Guus Hiddink, o holandês de longa estrada e muito conhecimento futebolístico, constitui-se no jogador com liberdade para infernizar marcadores e criar jogadas de gol.

Arshavin

Андрей Сергеевич Аршавин

A mesma liberdade que tem Robinho, pela seleção de Dunga. É verdade que Guus bota o treinador brasileiro no chinelo, mas é difícil imaginar, num jogo entre Brasil e Holanda, Robinho fazendo o que fez o russo Arshavin.

O problema é que não temos opções mais qualificadas para compor o ataque brasileiro, daí a titularidade incontestável do ex-santista. É sempre Robinho e mais um para a formação ofensiva – e ele não tem correspondido. Seus defensores (que acreditam estarem defendendo o “futebol-arte”) demonstram constrangimento a cada nova atuação medíocre de Robinho. Tem sido ridículo ouvir comentaristas advogando em defesa do quase-craque – eis uma causa inglória.

Sorte dos russos, pois se tivessem Robinho em sua seleção no lugar de Arshavin, a esta hora estariam retornando para sua terra, desclassificados da Euro.

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Brasil e Argentina medem forças esta noite, logo após a novela-das-oito, no Mineirão, em um clássico do futebol mundial que está tirando o sono dos técnicos Dunga e Basile. Quem sair derrotado no duelo se complica na tabela das eliminatórias. O técnico loser poderá perder o emprego, dependendo do resultado e da atuação de sua equipe.

Rivalidade à parte, ambas as seleções enfrentam problemas de ordens técnica, tática e comportamental.

Os hermanos vivenciam brigas no elenco envolvendo os craques Riquelme e Messi. O último resultado, empate em casa contra o Equador, em vez da esperada goleada, gerou insatisfação. Basile escala, por falta de opções, algumas ‘feridas’ em seu time titular, como Zanneti, Abondanzieri e Heinze. O velho Verón não joga por estar lesionado, mas dizem que sua saída foi motivada por uma briga com Riquelme.

Por aqui os problemas são parecidos. Kaká não está no grupo, e vem dando a entender que é Dunga quem está de birra com ele. Sem o camisa 22 do Milan, além da já corriqueira ausência de Ronaldinho Gaúcho, nossa inspiração com a bola nos pés dá lugar ao esforço de algumas perebas, como Josué, Diego, Mineiro e Júlio Baptista, com suas jogadas simplórias e previsíveis. O mal-resolvido esquema tático ainda não funcionou de forma convincente (muitos acreditam que Dunga nem sabe o que é um esquema tático).

Se Riquelme e Messi fizerem as pazes, o Brasil terá problemas.

Ainda assim, considero a seleção brasileira favorita para vencer o clássico, principalmente se lembrarmos os últimos confrontos, em que argentinos tremeram e sofreram derrotas até hoje não digeridas. Sem craques, a torcida brasileira tem em Adriano uma esperança para o segundo tempo, pois o imperador esquentará banco para Luís Fabiano. Com Ânderson no time desde o início, boas possibilidades de algum discernimento na saída de bola, mas a medida é insuficiente para dirimir a desconfiança geral.

Como já diria Jardel, “clássico é clássico e vice-versa”.

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Seguem abaixo algumas certezas despretensiosas, constatadas após recentes observações acerca do futebol atual:

Certeza despretensiosa nº 1: A Espanha possui dupla de ataque (Villa e Fernado Torres) superior a qualquer uma que a seleção brasileira consiga formar, considerando jogadores em boas condições físicas, técnicas e etárias.

2: O campeonato brasileiro é o mais chato do mundo, considerando o nível dos jogadores, o calendário atrapalhado e a arbitragem precária.

Quanto aos juízes, é quase unânime a opinião de que os tupiniquins estão se mostrando abaixo da crítica, e vêm prejudicando em muito a qualidade dos certames disputados em território brasileiro.

3: Júlio Baptista é o pior jogador na história a vestir a camisa da seleção.

4: O técnico Tite vai enfrentar atrito com algum dirigente de futebol do Internacional, seu novo clube.

5: Se a 6ª rodada do brasileirão acontecesse no mesmo horário do jogo da seleção, as atenções ao time de Dunga seriam diminutas, pois cada brasileiro que acompanha futebol está mais preocupado com seu time do coração do que com a retranca incompetente que veste amarelo.

E enquanto novas certezas não surgem, sigo acompanhando a Eurocopa pela web, já que durante o dia não há televisão por perto.

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