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Archive for the ‘futebol internacional’ Category

Em despretensiosa navegação pelos mares chilenos da web, deparei-me com o escudo de um clube de futebol cujo nome me deixou profundamente curioso: o ALTO HOSPICIO.

Dediquei-me, então, a pesquisar, ansioso por conhecer um pouco a respeito do clube que faz uso de distintivo tão harmonioso e criativo.

Consta que Alto Hospicio é uma comunidade chilena situada na Província de Iquique, na região de Tarapacá, e tem população inferior a 73 mil habitantes (fonte aqui), que se banham nas águas nervosas do Pacífico. O Club Deportivo foi criado em 2006, e disputa a terceira divisão do Chile. Seu estádio, o Municipal Juan Pablo II (foto abaixo), tem capacidade para 3.500 espectadores, e a sala de troféus se mantém entregue às traças.

Na disputa da 3a divisão chilena de 2008, acabou mal classificado em seu grupo, deixando para trás o sonho de subir para a segundona.

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Na batalha para saber quem tinha a pior defesa – dez gols em dois jogos finais é algo raro -, a Liga Deportiva Universitaria do Equador sagrou-se campeã da América, pela primeira vez na história.

O Maracanã estava tomado por uma torcida confiante, um espetáculo digno. Defendendo uma vantagem de 2 gols, a LDU marcou no início do jogo, obrigando o Fluminense a buscar 3 tentos para igualar o escore total. O empate logo em seguida motivou os tricolores, e a virada não demorou a acontecer. Thiago Neves, inspirado, ainda acertou uma bela cobrança de falta, tendo sido o autor dos 3 gols brasileiros. Mas o tricolor não foi adiante.

maracanãMaracanã – © http://ultimosegundo.ig.com.br

Um obelisco chamado Washington teve mais uma participação pífia no ataque do time de Renato Portaluppi. Resumiu-se a reclamar – errou gol feito no início da partida. O ímpeto do lateral Jr. César aterrorizou a marcação equatoriana, mas seus lances não surtiram os resultados desejados. Pela direita, Gabriel parecia travado, e foram poucas suas investidas com eficiência pela ponta. Enquanto isso, a zaga tricolor batia cabeça, causando instantes de pânico na torcida, que fechava os olhos e silenciava seus cânticos a cada posse de bola do oponente.

O árbitro deu um show a parte. Héctor Baldassi, da Argentina, prejudicou ambas as equipes, além de ter demonstrado não ter pulso para controlar pelejas catimbadas e nervosas, como esta. Catastrófico.

Na prorrogação, quase nada aconteceu até os últimos 3 minutos, quando houve um gol legítimo da LDU anulado por marcação equivocada do bandeirinha e uma arrancada de Joffre Guerrón, que chutou para frente e chegou na bola antes de qualquer um. Este lance gerou a expulsão de Luiz Alberto, que obrigou-se a derrubar o gigante antes que ele invadisse a cidadela de Fernando Henrique com bola e tudo.

Vieram os pênaltis, e a incopetência predominou, exceto a do fraco arqueiro Cevallos, da Liga. Com 3 defesas em cobranças mal feitas, o goleiro garantiu a conquista sul-americana para sua brava equipe.

© http://www.lahora.com.ec

LDU CAMPEÃ DA AMÉRICA!



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A final da Euro 2008, ressalte-se, foi um bom jogo. Diferentemente das finais em geral, em que a tensão e o estresse impedem que as equipes realizem bons espetáculos, Espanha e Alemanha jogaram bom futebol.

No primeiro tempo, o jogo foi disputado. Se a seleção espanhola tinha um toque de bola mais refinado, os alemães tinham a imposição física, que lhes garantia vitória em algumas divididas. Com Ballack jogando meio que no sacrifício, faltava alguém que armasse jogadas com alguma qualidade para o time de Löw. Do lado ibérico, os homens de meio-campo estavam bem treinados, e o setor central garantia a supremacia técnica para o time de Aragonés.

Os ataques espanhóis tinham em Fernando Torres o matador a ser abastecido. Silva ligava o meio ao ataque, mas o brilhantismo de Villa visivelmente fazia falta. Fábregas entrou bem no time. Junto com Iniesta, fabricava lances de perigo, enquanto o brazuca Senna dava balões para aliviar o perigo. O gol de Torres saiu aos 32 do primeiro tempo, após passe de Iniesta. Com categoria, El Niño encobriu Lehmann e assinalou o gol do título.

A vantagem espanhola comprometeu o jogo da equipe germânica. Com Frings assumindo a armação, face à inoperância de Ballack, nada de importante aconteceria dali em diante. O segundo tempo começou com o domínio espanhol, que tinha em Xavi seu principal articulador. Com toques de primeira, a Espanha envolvia os oponentes e chegava com facilidade na frente.

Aos 15 do segundo tempo, a Alemanha cansou de assistir ao toque de bola adversário e partiu para cima. Explorando a ruindade de Puyol, as poucas chances alemãs surgiram, mas não a ponto de assustar. A Espanha teve chances de ampliar, mas não o fez, garantindo seu memorável título europeu com atuação brilhante. Os jogadores da Alemanha terminaram exauridos, de tanto correr atrás dos campeões.

A Fúria mereceu, e o estádio Ernst Happel, em Viena, foi palco de uma grande final.

Fernando Torres

Fernando Torres (Spain) (©Getty Images)

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Derrotar a sensação da Euro por arrasadores 3 a 0 foi a façanha que levou a seleção espanhola à final contra os alemães. O time de Aragonés derrotou a Rússia, de Guus Ridinck e do craque Arshavim, e poderá sagrar-se campeão europeu no domingo, se repetir as atuações que vem tendo e não baixar a cabeça diante do poderio germânico.

A Fúria tem algo que poucos têm no futebol atual: ATAQUE.

Sim, meu caro, um bom ataque vale ouro, além de garantir à torcida que seu time tem arsenal para agredir o oponente – algo que todas as torcidas do mundo prezam quando soltam os gogós em apoio às suas equipes. Quem tem Villa e Torres compondo a linha ofensiva, pode esperar destes avantes uma jornada gloriosa. Aos adversários restará o pânico – mas será que a grande Alemanha teme alguém?

A seleção de Joachim Löw mantém a mesma base da última Copa do Mundo. Schweinsteiger pode desequilibrar. Podolski é um dos melhores chutadores de longa distância do futebol mundial, além de produzir bons lances individuais pela esquerda. O meia Ballack (um Raí piorado), se jogar, deverá ser acompanhado de perto pelos marcadores espanhóis. Se ele não jogar, sobrarão mais volantes para acompanhar os antes citados atacantes alemães – as verdadeiras ameaças.

Cabe lembrar que a Alemanha suou sangue para eliminar o time B da Turquia na semifinal.

Um palpite? Alemanha.

Torcida? Pela Espanha, que não ganha nada há muito tempo e, principalmente, joga futebol mais qualificado, valendo-se mais da inspiração do que da transpiração.

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Foi um jogo que nem de longe honrou a tradição da Libertadores. As grandes batalhas deram lugar a um joguinho pobre, onde uma equipe entrou pra ganhar de 1 a 0 e acabou empilhando 4 gols, enquanto a outra se esforçou para perder de pouco e acabou goleada.

LDU 4×2 Fluminense.

Esse Fluminense me racha a cara. Quer ser campeão da América e entra em campo daquele jeito frouxo, passivo… Foi pior do que apanhar para todo mundo no brasileirão. Tomar 4 gols em 45 minutos numa final é embaraçoso, e o time da LDU errava passes como quem erra a pronúncia de Waffles.

Washington protagonizou lances patéticos, mostrando eloqüente falta de intimidade com a pelota. A zaga tricolor bateu cabeça. Os equatorianos não esperavam tantas facilidades, considerando a pouca capacidade ofensiva que lhes caracteriza.

O gol de Thiago Neves no segundo tempo suavizou o vexame e recolocou o tricolor na briga, mas o que fará o Fluminense conquistar o título será uma nova postura frente a um desafio que demanda muito mais do que o apresentado ontem. Em finais de Libertadores, pouco importam as firulas. A história mostra que os campeões foram campeões porque não pedalaram, não foram subjetivos, não se conformaram com sua mera presença na final. Tiveram cojones.

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Arshavin, camisa 10 da seleção russa, conduziu seu time à vitória contra a Holanda, ajudando a Rússia a conquistar vaga para as semifinais da Eurocopa. Habilidoso, impetuoso e inteligente, perturbou durante toda partida a zaga holandesa, tendo assinalado o terceiro gol, além das assistências que vem realizando no torneio.

Aos 27 anos, o jogador do Zenit é o típico atacante que todo técnico gostaria de escalar. Nas mãos de Guus Hiddink, o holandês de longa estrada e muito conhecimento futebolístico, constitui-se no jogador com liberdade para infernizar marcadores e criar jogadas de gol.

Arshavin

Андрей Сергеевич Аршавин

A mesma liberdade que tem Robinho, pela seleção de Dunga. É verdade que Guus bota o treinador brasileiro no chinelo, mas é difícil imaginar, num jogo entre Brasil e Holanda, Robinho fazendo o que fez o russo Arshavin.

O problema é que não temos opções mais qualificadas para compor o ataque brasileiro, daí a titularidade incontestável do ex-santista. É sempre Robinho e mais um para a formação ofensiva – e ele não tem correspondido. Seus defensores (que acreditam estarem defendendo o “futebol-arte”) demonstram constrangimento a cada nova atuação medíocre de Robinho. Tem sido ridículo ouvir comentaristas advogando em defesa do quase-craque – eis uma causa inglória.

Sorte dos russos, pois se tivessem Robinho em sua seleção no lugar de Arshavin, a esta hora estariam retornando para sua terra, desclassificados da Euro.

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Brasil e Argentina medem forças esta noite, logo após a novela-das-oito, no Mineirão, em um clássico do futebol mundial que está tirando o sono dos técnicos Dunga e Basile. Quem sair derrotado no duelo se complica na tabela das eliminatórias. O técnico loser poderá perder o emprego, dependendo do resultado e da atuação de sua equipe.

Rivalidade à parte, ambas as seleções enfrentam problemas de ordens técnica, tática e comportamental.

Os hermanos vivenciam brigas no elenco envolvendo os craques Riquelme e Messi. O último resultado, empate em casa contra o Equador, em vez da esperada goleada, gerou insatisfação. Basile escala, por falta de opções, algumas ‘feridas’ em seu time titular, como Zanneti, Abondanzieri e Heinze. O velho Verón não joga por estar lesionado, mas dizem que sua saída foi motivada por uma briga com Riquelme.

Por aqui os problemas são parecidos. Kaká não está no grupo, e vem dando a entender que é Dunga quem está de birra com ele. Sem o camisa 22 do Milan, além da já corriqueira ausência de Ronaldinho Gaúcho, nossa inspiração com a bola nos pés dá lugar ao esforço de algumas perebas, como Josué, Diego, Mineiro e Júlio Baptista, com suas jogadas simplórias e previsíveis. O mal-resolvido esquema tático ainda não funcionou de forma convincente (muitos acreditam que Dunga nem sabe o que é um esquema tático).

Se Riquelme e Messi fizerem as pazes, o Brasil terá problemas.

Ainda assim, considero a seleção brasileira favorita para vencer o clássico, principalmente se lembrarmos os últimos confrontos, em que argentinos tremeram e sofreram derrotas até hoje não digeridas. Sem craques, a torcida brasileira tem em Adriano uma esperança para o segundo tempo, pois o imperador esquentará banco para Luís Fabiano. Com Ânderson no time desde o início, boas possibilidades de algum discernimento na saída de bola, mas a medida é insuficiente para dirimir a desconfiança geral.

Como já diria Jardel, “clássico é clássico e vice-versa”.

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