Equilíbrio, mais uma vez. Empatados na Liga Inglesa, empatados na final da Champions League. Em ambas, deu Manchester, em vez do Chelsea, de Londres.
Este jogo, a grande final, não foi de encher os olhos. Mas isto já era esperado. No primeiro tempo, o Manchester foi para cima, com Cristiano Ronaldo abusando das firulas, mas com efetividade e objetividade – tanto que foi dele o gol que abriu o placar; mas também é dele um pênalti perdido na decisão, então, mais uma vez, ele não foi determinante…
A escalação do Manchester nos permitiu constatar que a idéia do técnico Alex Fergusson era atacar para construir a vitória. Entraram em campo, além do portuga C. Ronaldo, o argentino Tevez e o inglês Rooney. Time ofensivo! O rival contou com uma equipe não menos brilhante, mas, cá entre nós, time de ponta não pode ter Beletti nem como opção no banco de reservas – e o Chelsea TEM!
Com Lampard, o Chelsea empatou, e assim o escore se manteve até o final. Mesmo que o predomínio na segunda etapa tenha pertencido à equipe londrina, a expulsão do goleador Drogba pode ter mudado a história desta final.
Sem Drogba, o tão falado ‘homem de referência’ no ataque – artilheiro nato, cabe lembrar – o time que enfrenta uma potência chamada Manchester United perde muito mais do que seu finalizador. Perde uma boa dose de coragem e ousadia.
Perdeu, também, um batedor de pênaltis, o que gerou a escalação de Terry, o zagueiro que também serve à seleção inglesa, para as cobranças finais que decidiram o título europeu de clubes.
Terry perdeu, o que não deixa de ser uma lástima. Não é o vilão oficial pois, depois dele, o francês Anelka também desperdiçou sua cobrança. A favor de Terry: a imagem flagra o escorregão do zagueiro no exato instante em que o tiro é desferido – culpa do gramado molhado. Já Anelka, uma promessa do futebol que nunca vingou, foi desinteressado para a bola e jogou-a nas mãos do goleiro adversário, o lendário Van Der Sar.
A verdade é que não há culpados. Há, isto sim, um grande vencedor.

o manchester é o maior